quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

e que tal seres o primeiro, para dares o exemplo?



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mais do que o ridículo da sustentação da afirmação em causa - porque «traz coisas boas para Portugal» e sem referir que «coisas» são essas... -, é o absurdo de pretender aferir que esses quadros qualificados poderão «regressar ainda mais qualificados» a este "rectângulo à beira-mar (im)plantado.

ou seja:

os nossos jovens, com massa cinzenta qualificada e certificada pelas nossas Universidades (e por muito que Rui Ramos não goste), são convidados a emigrar pelo actual (des)Governo da nossa República. 
esse "convite" é sustentado pelo actual secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Pereira Gonçalves.
porque não conseguem encontrar trabalho qualificado, honrado e pago com a dignidade que merecem, esses jovens resolvem emigrar, salvaguardando o seu Futuro (não só académico, mas sobretudo profissional), com tudo o que tal acarreta.
afirmar, de forma despudorada, que não o deverão fazer «por necessidade» não tem qualificação possível.
sustentar o insensato disparate com o exemplo de Carlos Tavares, «filho de uma professora de Francês e de um pai contabilista que trabalhava para uma empresa francesa na terra dos croissants», é ainda mais ignóbil.

este sr. Secretário de Estado, caladinho era um poeta.
e poderia (e deveria) colocar os olhinhos na forma como Carla Cruz Mouro (in)tenta passar despercebida a sua insustentável beleza, sem criar e/ou provocar alarde.


"disse!"


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

só falta o ridículo começar a pagar imposto...



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o "deputado da nação" contesta veementemente o "argumento" do M&M, pelos motivos invocados na sessão plenária mais ali em baixo.
há cidadãos que opinam sobre o que não sabem e/ou desconhecem em absoluto e/ou só "sabem" pelo que lhes é comunicado (intoxicado?) pela Comunicação Social. é que nem preciso de muito para rebater aquele tipo de "douto pensamento": basta referir a tabela remuneratória única dos trabalhadores que exercem funções públicas, publicada na Portaria nr. 1553-C/2008, de 31 de Dezembro, para que se compreendam as desigualdades reinantes no Estado e de como é injusto (mais) aquele corte salarial.


"disse!"


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

de um autêntico «inverno científico» em Portugal



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«
Essa política do Governo enuncia a desistência de um País competitivo, capaz de criar valor acrescentado e de se colocar na primeira linha tecnológica em alguns sectores. Podemos estar a preparar um "inverno científico" em Portugal, o que é absolutamente inaceitável. 
[...] 
Entre 2005 e 2010, as políticas públicas e sobretudo as empresas, fizeram um enorme esforço para aumentar o investimento em Investigação e Desenvolvimento [I&D], tendo passado de 0,7 do Produto Interno Bruto para 1,5 por cento. Quando hoje ficamos muito satisfeitos por ver que cientistas portugueses são premiados e participam em projectos de investigação de grande importância mundial, isso é resultado do investimento que fizemos há quatro ou cinco anos.
»


é claro que concordo com as palavras do deputado Zorrinho. é claro que há que reconhecer que, comparado com um Passado recente, há um notório desinvestimento.
mas também é igualmente notório que algo de muito «podre» existe no "reino" da Educação, em Portugal. e não é só na atribuição de bolsas de investigação. e que é uma questão transversal a muitos Governos da República, alguns deles anteriores a 25 de Abril de 1974. e que é lastimável que se apliquem tantos milhões na Educação para ser "esse enorme país que é o Estrangeiroa retirar os reais benefícios desse capital, investindo de facto em quem "queimou as pestanas" para ir mais além do que é considerado «normal» em Portugal.


"disse!"


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

«ajoelhou? então vai ter que rezar!»



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fonte da infografia: 

jornal PÚBLICO online, em 2014-01-15



da Educação da nação



© google


«

Portugal tem uma das mais altas percentagens (38%) de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar, revela o inquérito intitulado "Educação para o Emprego: Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar", patrocinado pela Comissão Europeia.

Neste inquérito, 31% dos jovens portugueses declarou «não ter tempo para estudar» porque tinha de trabalhar - o valor mais elevado de entre os países analisados.
O valor das propinas pago pelos estudantes nas universidades públicas ultrapassa os 1000€/ano e o relatório indica outro factor que eleva as despesas: a deslocação da área de residência («45% dos jovens inquiridos tem de sair da sua cidade para continuar a estudar»). 

Os empregadores, por seu lado, dizem que não encontram as qualificações que precisam: 30% relatou não preencher vagas por não encontrarem um candidato com as competências adequadas.
«As coisas estão obviamente quebradas no percurso educação para o emprego em Portugal», concluem os relatores.

O estudo incidiu em 5300 jovens, 2600 empregadores e 700 instituições educativas, de 8 países da União Europeia com 28 Estados membros: Alemanha, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal, Reino Unido e Suécia.
O (designado) "relatório McKenzie" sublinha que, entre estes 8 países, 5 estão entre as maiores economias da Europa (Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido), e 2 entre os países mais afectados pela crise económica (Grécia e Portugal).
No conjunto, estes países têm perto de 75% do desemprego jovem na União Europeia a 28 membros.

O relatório contém «uma mensagem clara», lê-se no documento que enquadra a iniciativa«Políticos, educadores e empresários devem todos sair dos seus silos e colaborar mais estreitamente para evitar o que é uma crise de crescimento».

»


da notícia acima, cujo texto original foi reformulado, para ser perceptível a quem o lê, retenho a «mensagem clara» exposta no relatório.
no nosso País, infelizmente não é só na área da Educação que tal se verifica. mas esta, no entendimento do "deputado da nação", é o pilar de todas as outras.


"disse!"



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

ficaremos entregues à "bicharada", é isso?



© google


do escrito de Alfredo Leite, "o trabalho 'popular' que liberta" (de 13 de Janeiro de 2014), a propósito da moção da Juventude Centrista/Popular, que visa a redução da escolaridade obrigatória do 12.° para o 9.° ano «em nome da liberdade de aprender», eis o que retive de (bastante) interesse, que subscrevo na íntegra e reproduzo, para memória futura:

«
Não sei se algum membro da Juventude Popular já teve oportunidade de cruzar o arrepiante portão metálico do mais sanguinário campo de concentração nazi onde as SS acreditavam poder libertar pelo trabalho ou, à falta deste, na câmara de gás contígua. Ignoro se algum dia passou pela cabeça de algum dos jovens dirigentes centristas trocar o sol das Caraíbas ou do Nordeste brasileiro de uma viagem de finalistas, por uma ida até Auschwitz--Birkenau. Desconheço se, na melhor das hipóteses, terão aceite uma viagem à borla oferecida pelo Parlamento Europeu para visitar um lugar que é Património da Humanidade e, mais do que isso, um útil "soco no estômago" para a falta de memória.Sei, isso sim, dos riscos de se associar a liberdade ao trabalho e imagino o perigo que representaria esta pretensão de uma parte da Direita que irrevogavelmente nos governa. Até porque não estamos livres de, num próximo congresso, a JP se lembrar de pedir o abaixamento da idade mínima de ingresso no mercado de trabalho para assim dar a um menino de dez anos a «liberdade» de poder ir coser sapatos para uma garagem de Felgueiras.
»


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